segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A OPÇÃO PORTO SANTO TAMBÉM TEM MUITOS ADEPTOS

PORTO SANTO





Origem do Nome

A origem do seu nome não é consensual para os estudiosos que se ocupam desta matéria. A este respeito existem duas teorias que, embora diferentes, pouco divergem no que respeita às circunstâncias subjacentes à atribuição do topónimo " Porto Santo": a primeira de carácter mais lendário, enquanto que a segunda se sustenta em registos históricos.

Segundo a primeira, baseada na versão popular e que remonta a 1418, Zarco e seus companheiros, aquando da sua chegada à ilha, ter-lhe-iam dado o nome por gratidão, visto que esta lhes teria oferecido refúgio no decurso de uma terrível tempestade. Já a segunda versão, historicamente argumentada, aponta para a Baixa Idade Média, segundo a qual, uma embarcação teria encontrado porto seguro nesta ilha, depois de uma violenta tormenta. Quer isto dizer que, antes dos portugueses terem iniciado o seu povoamento, em 1418, já esta pequena ilha era denominada de Porto Santo. Tal facto, entre outros documentos de valor histórico, é constatado no chamado Atlas Medicis de cerca de 1370.




Em suma, ambas as teses convergem relativamente ao acontecimento que deu origem ao nome "Porto Santo", distinguindo-se, todavia, na data e origem dos navegantes que encontraram nesta ilha um porto de salvação.


Descobrimento



Se é verdade que este facto está imbuído de algumas incertezas, já o mesmo não se pode dizer em relação à data que marcou a chegada ao Porto Santo dos navegadores portugueses, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira.
Foi em 1418 que ambos aportaram nesta pequena ilha, dando, assim, início a um dos marcos mais gloriosos da História de Portugal, ou seja, a empresa dos descobrimentos ultramarinos, visto que a chegada a Porto Santo constituiu o primeiro passo para as grandes viagens subsequentes que celebrizaram os portugueses em todo o mundo.





Cristovão Colombo


De entre os factos históricos mais relevantes da ilha, há a destacar a honra de ter sido habitada por Cristóvão Colombo, após o seu casamento com Filipa Moniz, a filha de Bartolomeu Perestrelo. E foi durante esta estadia, numa casa situada no centro da Vila, hoje Casa Museu, que o navegador genovês, na posse de alguns mapas, preparou a viagem que o imortalizou aos olhos do mundo. Estamos a falar, obviamente, da Descoberta da América.




Adversidades

Todavia, não só de bons momentos viveu esta ilha. O seu isolamento e a aridez da sua paisagem foram dois aspectos que muito contribuíram para a criação de enormes dificuldades. O primeiro tornou-o num alvo apetecido para os saques de piratas e corsários, enquanto que o segundo, decorrente de cíclicas estiagens, originou grande esterilidade das terras e consequente escassez na produção de cereais, o que, logicamente, gerou fome e pobreza.

A SECA E A FOME


As situaçöes atrás referidas levam-nos inevitavelmente a uma visäo catastrófica do quotidiano da ilha do Porto Santo, resultado das prolongadas estiagens, que se sucedem com frequência nos séculos dezoito (1702, 1711, 1715, 1723, 1749, 1751, 1769-70, 1779, 1783) e dezanove (1802, 1806, 1815-16, 1829, 1847, 1850, 1854, 1855, 1883).

A mais antiga referência que temos a uma seca prolongada data de 1589, ano em que foi necessário enviar o gado para a ilha da Madeira, por falta de pastagem. O mesmo sucedeu em 1783 tendo o governador da Madeira recomendado aos agricultores de Machico, Santa Cruz e Porto da Cruz que recebessem o gado até Setembro.

Perante este espectáculo o aparecimento de chuvas era sempre saudado, mas também considerado com apreeensão, pelos efeitos catastróficos que podiam causar. Os Anais registam três anos- 1842, 1857 e 1859- em que a população sofreu com os danos causados pelas chuvas nas casas, na sua maioria cobertas de barro. Para as que caíram nos dias 18 e 19 de Dezembro de 1859 o cronista exclamava que não havia "notícia de tanta chuva acompanhada de ventos tão fortes nesta ilha".



A merecer registado à parte está a queda de neve a 4 de Fevereiro de 1860. Os montes e os vales cobriram-se deste manto branco, perante a estupefacção de todos. Os Anais rematam: "caso virgem entre este povo".






Tais adversidades chegaram a pôr em causa a continuidade dos habitantes na ilha, ideia esta contrariada pelas autoridades régias que, à semelhança de outras ocasiões, em 1713 consideraram o Porto Santo um ponto estratégico que jamais poderia ser tomado pelos muçulmanos.


Actualidade

Actualmente, Porto Santo constitui um só concelho com uma só freguesia. É a mais pequena ilha habitada do Arquipélago da Madeira e mede 11,4 quilómetros de comprido por 6 de largura, cuja superfície é de aproximadamente 42 Km2. Representa, por comparação, 6% da superfície da ilha da Madeira e cerca de 1,9% da população da Região Autónoma da Madeira. É, portanto, uma pequena superfície insular cuja população não ultrapassa os 5000 habitantes.

Doada em 1446 por D. Henrique a Bartolomeu Perestrelo, a Vila Baleira tornou-se concelho em 1835. Em 1996 foi elevada a Cidade do Porto Santo por força do Decreto Legislativo Regional nº 18/96/M, publicado no Diário da República a 6 de Agosto do mesmo ano.

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